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Eu, que nunca tive a vida mansa, canto na ânsia de amansar a vida...

09/08/2012

Querências antigas espreitando
o amor empoeirado
Armário embutido onde fotos desbotam
Gavetas remexidas, gotas salgadas
Arrepio, soluço
Certezas dissolvidas no tempo entre as palavras
O silêncio do adeus.
O grito das lembranças
Trechos de canções em folhas de cadernos
Velhos pedaços do que um dia foi inteiro e entrega
E agora cheira a mofo,
mesmo que exposto ao sol
Vidas separadas
Antes e depois
Amarguras condensadas em bilhetes
Passado que assombra
Porque aquele olhar nunca se apaga
Mesmo na Polaroid amarelada
Gesto gentil do passado
Que afaga o presente
Num abraço de despedida
Que não tem fim

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