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Eu, que nunca tive a vida mansa, canto na ânsia de amansar a vida...

23/02/2013

Não há vagas


Na via, o cinza é da brita. O rato pula o dormente. Na plataforma, mais gente já se amontoa. A multidão colorida nem pensa muito na vida. Baldeação é a meta se o destino é a contramão. Rotina bandida, ladra de tempo, devendo ao relógio... tudo sempre plágio de um déjà vu.  Nem sei quantos chicletes masco de Osasco ao Grajaú. E quem tem pena, se é o mesmo barco? Embarco, minha marmita emborca. Mochila presa na porta e o coração na mão. O adesivo diz que o trem é novo. Mas falta trem e sobra povo. Vagão é força de expressão. 

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