Subiu à boca num suspiro.
Foi relicário na brevidade dos nossos encontros.
Depois, me segurou pela nuca e soprou no meu ouvido palavras pra sorver. E salivei como quem espera pelo prato favorito.
O livro que você me emprestou foi gosto de sal agridoce, mel e suor.
Foi a música favorita tocando no rádio, sem ninguém pedir.
O livro que você me emprestou me deu esperanças, mas não me iludiu. Porque meu amor é livre. E o seu também.
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