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Eu, que nunca tive a vida mansa, canto na ânsia de amansar a vida...

16/08/2015

O livro que você me emprestou repousou em meus seios. 
Subiu à boca num suspiro. 
Foi relicário na brevidade dos nossos encontros. 
Depois, me segurou pela nuca e soprou no meu ouvido palavras pra sorver. E salivei como quem espera pelo prato favorito.
O livro que você me emprestou foi gosto de sal agridoce, mel e suor. 
Foi a música favorita tocando no rádio, sem ninguém pedir. 
O livro que você me emprestou me deu esperanças, mas não me iludiu. Porque meu amor é livre. E o seu também. 


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