É no cerrar da cortina
Que meu passo faz morada
É no degrau da calçada
Onde minha graça termina
É no moer da rotina
É no findar da risada
No eco da sala fechada
Por falta de senso ou de rima
Nas sobras de tantos excessos
Nas grades das exceções
Desgastadas as lições
Meu melhor lado é o avesso
O verso, que esqueci de dizer
O desatar do destino
O desengate do freio
O choque
A parede sem reboco
E um coração oco
Ainda assim partido ao meio
(Sobre o cansaço que vive nas cobranças pra ser forte)
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