Entre os infinitos há um
fim, nem que seja pro recomeço de tudo que acabou cedo demais. Onde a esperança
se refaz, onde a refazenda espreita, onde o medo não chega, não chega mais.
A infinidade do sentir não
cabe nas circunstâncias. A bonança não vem acompanhada só de sorte. E a morte é só a conseqüência à permanência d’outros
corpos, mesmo que os espíritos estejam sempre vivos e atentos.
Os corpos perecem, as
vozes não. Nem o que há de belo na canção há de perder o viço. As flores são
sempre coloridas na lembrança, mesmo quando murchas entre páginas de livros. O
que resta aos vivos é viver. É ser e sentir. Resta-nos isso, mesmo quando só nos falta.
Hoje e amanhã são voláteis, esmiuçar as certezas provisórias é certeiro. Sacar versos
estradeiros, colher os frutos que nascem nas frestas das calçadas. Pra se ter
alegria: bom dia, bom cuidar. E amar é toda boa sorte de sortidos; sorrisos e
lágrimas. Do pó renascem as coisas que merecem renascer. E as constelações existem
para serem vistas por quem percebe o que passa tentando ser oculto.
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