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Eu, que nunca tive a vida mansa, canto na ânsia de amansar a vida...

04/09/2011


Entre os infinitos há um fim, nem que seja pro recomeço de tudo que acabou cedo demais. Onde a esperança se refaz, onde a refazenda espreita, onde o medo não chega, não chega mais.


A infinidade do sentir não cabe nas circunstâncias. A bonança não vem acompanhada só de sorte.  E a morte é só a conseqüência à permanência d’outros corpos, mesmo que os espíritos estejam sempre vivos e atentos.


Os corpos perecem, as vozes não. Nem o que há de belo na canção há de perder o viço. As flores são sempre coloridas na lembrança, mesmo quando murchas entre páginas de livros. O que resta aos vivos é viver. É ser e sentir.  Resta-nos isso, mesmo quando só nos falta. Hoje e amanhã são voláteis, esmiuçar as certezas provisórias é certeiro. Sacar versos estradeiros, colher os frutos que nascem nas frestas das calçadas. Pra se ter alegria: bom dia, bom cuidar. E amar é toda boa sorte de sortidos; sorrisos e lágrimas. Do pó renascem as coisas que merecem renascer. E as constelações existem para serem vistas por quem percebe o que passa tentando ser oculto. 

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