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Eu, que nunca tive a vida mansa, canto na ânsia de amansar a vida...

03/08/2011

Chuva de pedra

A força que mede o tempo, o vento e seus amores. Os sopros que vêm de dentro são seus suspiros pro mundo. As pedras pra seus tropeços, trampolim para o levante. Juntar pra fazer castelos, jogar na vidraça alheia. Pelas frestas, a lua cheia dribla a porta fechada. E lá, no fundo da sala, o escuro não chega a breu. A solidão quem cega a gente, e as folhas sob o tapete foram mais do que sou eu. Tão só e tão indecente, a cortina só balança se o vento não se escondeu. Tão dura e friamente, a pedra que dão pra gente vira fumaça no céu.

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