Não vou comprar a sua verdade em verso. O inverso de tanta palavra em vão. O excesso da sua canção. Não vou crer na sua oração, nem vou querer a sua pena... nem novena. Nem aí pra sua cena! Tô andando sem sentido, mesmo manca, anca torta. Muito tempo pra pensar, pouco pra ir bater na sua porta. Não me enche, eu esqueço. Já esqueci qual o começo dessa onda. E é tanta palavra que me sonda, presas com alfinete na cabeça. Voando, rodeando, ora essa! Querendo me pregar peça. Nessa eu não caio, de novo. Sem chance, sem jeito.
Até passei o olho, de leve, no seu verso desdito, mas você cobriu com neve o que havia de bonito no balaio do meu peito.
Sem jeito pra dizer tchau, foi mal, até.
No fim, tudo o que fica é poesia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário