Já é tarde. A noite escura e fria faz arder os olhos, endurece os dedos. A neblina me faz divagar, devagar, no céu nublado e belo. Nada é tão talvez quanto um olhar noturno, nem sei mais em qual esquina está meu paradeiro. O relógio gira sorrateiro.Quase dia, nem vi.
Na noite densa, quem pensa em coisa qualquer que não lue está fatalmente incompleto. Porque no luar mora o mistério dos homens, dos astros. Na lua mora meu coração e meu peito aperta quando a lua míngua.
Nenhum comentário:
Postar um comentário