Olhar é um beijo jogado no vento. O reler lento de um texto bom. é marcar o nome no cimento da calçada nova. É prova de que palavra nem sempre tem som. Olhar é horizonte aberto. É tiro certo em alvo duvidoso. é caldeirão que ferve tempestade. cidade e mar aberto, transbordo de água e sal. Grande angular primeira, de foto eterna, interna. Porta de paixões e saudades. Flecha certeira de semear corações. Olhar é maré na cheia. às vezes, barco à deriva, ora fixo no imenso, ora a flutuar no nada. Ora segue, ora vaga. Ora sede, ora cede. Olhar que não marca hora e chega pedindo abrigo. Olhar que brinca comigo, mas segue em outro rumo. Olhar que tira do prumo, que se recobra lembrança. Que é luz e sombra, que é rio. Que é brio, que é breu. Não existe olhar vazio. Não há olhar como o seu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário