Quando eu não digo, ela diz.
Ela traduz,
ela prece.
Se traveste de carinho
pra quem precisa ou merece.
Quando é oração, forte.
Quando direção, Norte.
Nordeste, se amor sem medida
e vida que bate e beija.
Valor de mil notas mais,
incontáveis, irreais.
O que me faz suspirar
com o coração na bandeja.
Eu, ruim de geografia,
sem fronteira como forte,
fiz dela meu passaporte
e minha porta-bandeira.
Na reta, curva, ladeira.
Encruza, do mar ao cais,
me conecta ao passado,
meu laço com os ancestrais de África até a Bahia,
Letra, ritmo, melodia.
Poesia que é pra cantar.
Que soa pra se doar.
Que voa se é pra voar.
Garoa que molha letra,
tornado, revolução.
Grande,
chuvisca gota pra encharcar coração.
Reflete o que vê,
devolve com som.
Penso que é bom poder falar sem dizer.
E às vezes seu silêncio faz a palavra caber. Sem perda.
Com ela, meu coração bate sempre mais pra esquerda.
Divina, protege do Deus que cobra, castiga e pune.
Minha música me faz imune.
Pra ela, meu bem querer.
Ela traduz,
ela prece.
Se traveste de carinho
pra quem precisa ou merece.
Quando é oração, forte.
Quando direção, Norte.
Nordeste, se amor sem medida
e vida que bate e beija.
Valor de mil notas mais,
incontáveis, irreais.
O que me faz suspirar
com o coração na bandeja.
Eu, ruim de geografia,
sem fronteira como forte,
fiz dela meu passaporte
e minha porta-bandeira.
Na reta, curva, ladeira.
Encruza, do mar ao cais,
me conecta ao passado,
meu laço com os ancestrais de África até a Bahia,
Letra, ritmo, melodia.
Poesia que é pra cantar.
Que soa pra se doar.
Que voa se é pra voar.
Garoa que molha letra,
tornado, revolução.
Grande,
chuvisca gota pra encharcar coração.
Reflete o que vê,
devolve com som.
Penso que é bom poder falar sem dizer.
E às vezes seu silêncio faz a palavra caber. Sem perda.
Com ela, meu coração bate sempre mais pra esquerda.
Divina, protege do Deus que cobra, castiga e pune.
Minha música me faz imune.
Pra ela, meu bem querer.
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